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Quinta-feira, 19 de Abril de 2007

O merecido Banner!


publicado por Paparazzi às 18:45

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Domingo, 4 de Março de 2007

O Adeus...

 
  O Sapo Challenge, está quase a chegar ao fim!...

  Nós, Paparazzi, conseguimos alcançar a meta de uma longa corrida. Foi com bastante alegria e prazer que enfrentamos todos os obstaculos por nós encontrados... Esperamos que tenham gostado do nosso trabalho...

 Parabéns equipa do Sapo Challenge!!! Este concurso foi fantástico! E bom trabalho para a difícil tarefa que vos espera... (escolher os 10 blogs..)
sentimo-nos:
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publicado por Paparazzi às 21:34

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A lição!

                                         

        Ouça A Lição e faça uma boa acção!

 

A lição!

Inspiração incessante,

Corria como vidente,
Nas nobres veias,
Do genial Gil Vicente!

Sabia olhar atento,
Penetrando no fundo.
Sem piedade, como rebento,
Tirava a máscara ao mundo!


Lisonjeava, com gentileza,
A virtuosidade do ofuscante mar.
Criticava com beleza,
Da sociedade, o multifacetado olhar!


Não escondia a fraqueza,
Que nadava na população.
Sabia intimidar,
Da Natureza, o coração!    

Explodia como vulcão,
Em lava, cascata diferente,
Abandonando-se à doce tentação,
De ver desaparecer a desordem indecente.

Só espero que um dia,
Com sensatez e atenção,
O mundo, através de ironia,
Capte a verdadeira lição!


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publicado por Paparazzi às 20:35

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Segunda-feira, 26 de Fevereiro de 2007

Grande Reportagem

 Gil Vicente denuncia os vícios da nossa sociedade

 

Quando a curiosidade é muita, não se olham a meios. Com a ajuda preciosa do ousado mágico Luís de Matos, conseguimos desvendar um cenário régio e opulento - a corte de D. Manuel I, em pleno séc. XVI, no castelo de São Jorge em Lisboa – onde o dramaturgo Gil Vicente se encontrava a ultimar os preparativos da representação do Auto da Barca do Inferno.

 Numa sala espaçosa, plena de personalidades da nobreza e do clero, tivemos a oportunidade de assistir a um singular espectáculo. Não havia palco nem cenário, era tudo muito rudimentar, no entanto, as personagens intervenientes não deixaram de animar fortemente os seus espectadores – ouviam-se gargalhadas estrondosas. Que dores de barriga!, exclamou uma dama, Onde é que este Gil Vicente se inspirou, que nos faz sentir tão animados!, observou um dos fidalgos. Simplesmente extraordinário!, aplaudiu o rei. Lá estava o ganancioso Onzeneiro, com o seu bolsão, a implorar ao Diabo que o deixasse voltar à terra depois de já ter morrido. Andrajosamente vestido, surge o Parvo a saltitar por entre os espectadores, gesticulando desordenadamente os membros e proferindo termos grosseiros – caganeira e cagamerdeira, burrela, cornudo - sem premeditar as consequências dos seus actos. Ousado e descontraído percorre o tapete vermelho Frei capacete, a cantar o tordião acompanhado pela senhora Florença. Exibe a sua arte de esgrima e quase agride um dos espectadores ao tropeçar no aveludado tapete indiano. Toda a gente fica estupefacta com tamanha ousadia! Acaba por ter o que merece, a infernal comarca. O ambiente de animação atingiu o clímax quando, de repente, um odor desagradável se entranha nas delicadas narinas dos espectadores. Eis que surge um bode real, com quatro patas e um par de chifres, a balir, provavelmente por não estar enquadrado num cenário campestre, às costas de um judeu. Uns fechavam fortemente o nariz e riam-se em simultâneo, outros não queriam acreditar no que estava a suceder.

Nós percebemos que Gil Vicente era um homem simples, provavelmente de origem popular ou burguesa, estava ali a denunciar os grandes vícios das diversas classes sociais portuguesas de uma forma hilariante, irónica e crítica, sem olhar a meios, embora alguns espectadores não tivessem percebido, ainda, a vertente satírica.

O rei e a rainha estavam muito satisfeitos com o seu organizador dos espectáculos palacianos, Gil Vicente conseguira concretizar plenamente o desejo da sereníssima rainha dona Lianor: encenar o Auto da Barca do Inferno e dedicá-lo ao mui alto rei dom Manuel, primeiro de Portugal deste nome. Tem-me surpreendido fortemente em cada espectáculo palaciano que concretiza, o Monólogo do Vaqueiro também foi excelente e adequado para comemorar o nascimento do meu pequeno princípe João; a Exortação da Guerra foi fundamental para conseguir obter fundos para a expedição de Azamor e obrigar o clero português a contribuir com um terço dos seus rendimentos para a guerra santa. Mas atenção que Gil Vicente tem especial talento numa outra arte, a da ourivesaria. Há alguns dias, este ilustre criador apresentou-me uma custódia feita em oiro trazido de Quíloa por Vasco da Gama – a famosa custódia de Belém. Se a observarem com muita atenção, perceberão que é singular, perfeita, digna de quem tem engenho e arte. Proferiu orgulhoso e satisfeito o poderoso rei D. Manuel I estas palavras, quando os cavaleiros de Deos deixaram de entoar o cântico celeste em direcção à barca da vida.

No final do espectáculo, tivemos oportunidade de falar pessoalmente com Gil Vicente e percebemos que se tratava de um homem apaixonado pela cultura, sobretudo pelo teatro. Sob a protecção do meu rei consigo denunciar os vícios da população através do teatro, é uma forma de me esconder da castradora Inquisição. Assim, não pude deixar de elevar estridentemente a voz às falsas crenças, como aquela em que o clero alarmara a população, fazendo-lhe acreditar que o terramoto de Fevereiro de 1531 fora uma prova de que Deus estava magoado e ofendido por terem permitido no nosso país os cristãos-novos, afirmou indignado. Além disso, o facto de o dramaturgo querer incutir aos seus textos uma grande dimensão pedagógica, deixou-nos sensíveis e perplexas. Sei que não conseguirei publicar todos os meus textos, mas espero que os meus filhos se empenhem na concretização de uma Compilaçam, onde todalas obras de Gil Vicente possam ficar reunidas. As gerações futuras só têm a ganhar!, referiu pensativo e convicto de que não conseguiria realizar tão alto desejo enquanto fosse vivo.

 

As palavras fluíam, a curiosidade continuava a dominar-nos, por isso, pedimos, respeitosamente, ao mestre Gil que nos levasse até ao Cais do Sodré e, aí, nos orientasse e descrevesse o meio envolvente através do seu olhar. A cidade de Olissipo, ilustre e cosmopolita, o centro onde dominava o olhar de muitos intelectuais europeus, discretos e curiosos, desejosos para ensinar novos conhecimentos e, sobretudo, sequiosos por aprender novas artes, desvendadas pelo peito ilustre lusitano, como afirmara Luís de Camões. Enquanto conversávamos, íamos percorrendo as opulentas salas decoradas com grandes tapeçarias e quadros representativos do mar, da arte náutica, de outros povos longínquos, agora mais próximos de nós, graças aos corajosos e audazes marinheiros portugueses que no-los deram a conhecer, os corredores eram habitados por móveis e peças de porcelana trazidos da China.

 

Descemos então a colina acarinhados pela brisa do Tejo, invadido, naquele instante, por numerosas naus que exibiam inchadas velas expostas ao vento e os cansados e entusiasmados marinheiros que as atracavam junto ao cais. Faze aquela poja lesta/ e alija aquela driça, ordenava num grosso tom de voz um dos capitães. Os ambiciosos burgueses corriam apressados ao local, à procura de novos produtos e bons negócios. À medida que nos aproximávamos do cais, a agitação aumentava e o sol parecia cada vez mais tórrido. Vejam só… (com ironia nos lábios), reparem nestes pobres e ilustres fidalgos usufruindo da sombra de um chapéu erguido pelo punho de um pobre paje cada vez mais dados à preguiça, por considerarem o trabalho uma desonra, vivem às custas da coroa e nada fazem pela sua pátria! Gastam, gastam… e quando não houver o que gastar?! É uma vergonha, com exemplos destes o que será do futuro deste país?, interveio preocupado Gil Vicente. E continuou, …não sei se vocês sabem… a corte tem aumentado desmesuradamente, cargos, dignidades e ofícios são atribuídos com frequência a gente insignificante e supérflua – sobretudo a nobres -  e os gastos têm, por isso, tomado proporções insustentáveis a médio prazo. É esta a minha opinião, ninguém poupa, há portugueses que julgam não ser necessário fazer mais nada o resto da vida.

Esta intervenção do nosso dramaturgo fez-nos lembrar alguns célebres versos de Os Lusíadas, que sendo, agora, por nós adaptados ao contexto político, social, económico e cultural do séc. XXI podem espelhar a crise e o pessimismo da sociedade portuguesa em geral: Caso triste e dino da memória, que da saudade o homem desenterra, aconteceu à grandiosa e preguiçosa pátria, que despois de ser cosmopolita foi arruinada. Acreditamos seriamente que se não fossem os belos versos de Fernando Pessoa, hoje o sonho deixaria de ter morada no coração de cada português: Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez./ Senhor, falta cumprir-se Portugal!

O cheiro das especiarias era cada vez mais intenso à medida que nos aproximávamos das diferentes bancadas, onde a gente burguesa exibia os mais variados produtos – malagueta, canela, pimenta, açúcar, objectos em marfim e ouro, pérolas, sedas…Temos a sensação de que as pessoas ambicionam riqueza a qualquer custo, o seu olhar espelha a cobiça e a ganância. De vez em quando, ouviam-se por ali as aventuras e desventuras recentemente vividas pelos marinheiros, que por terem a oportunidade de percorrer caminhos nunca por outrém desvendados, contavam orgulhosamente aos amigos as suas experiências e aprendizagens. O homem, de facto, valorizava a sua empresa, as suas capacidades físicas e psíquicas, deixara de se submeter às lendas apregoadas ao virar da esquina, que o amedrontavam e condicionaram durante longos anos as suas potencialidades.

Enquanto observávamos o meio envolvente, Gil Vicente dava continuidade às suas considerações críticas: o luxo campeia, qualquer pessoa tem um escravo para o servir, muita gente deixou de acarinhar e dar vida aos férteis campos na esperança de encontrar em Lisboa fortuna rápida, tudo é mais caro…Depois de proferir estas palavras, uma estranha situação despoletou em nós grande curiosidade… um homem assustado saltava apressadamente pela janela de uma casa, e de dentro soava gritante uma voz feminina, insultuosa grosseira - Vai-te, vai-te di!. O que é que se passa? - perguntámos. Gil Vicente sorriu e, franzindo o sobrolho, explicou: mal os marinheiros se apartam das águas do Tejo rumo ao desconhecido, muitas das suas fermosas esposas aguardam ansiosamente a chegada do amante, e lá se vão requebrando com outro de menos preço. E acrescentou que quando o fogo é difícil de apagar elas têm necessidade de o abrandar com numerosos parceiros. Afinal, a senhora adúltera estava assustada por que recebera a notícia de que o seu marido regressara da Índia e era urgente que o seu amante abandonasse a sua cama e o seu lar.

Naquele instante, percebemos que o pó mágico, cedido humildemente pelo nosso poderoso Luís de Matos, nos tentava arrancar serenamente do local e do tempo onde nos encontrávamos – Cais do Sodré, séc. XVI. Partimo-nos, então, um pouco à maneira de Vasco da Gama e dos seus marinheiros, quando se apartaram dos seus familiares nas belas praias de Belém, como no-lo testemunhou Camões nos seus heróicos versos:

Sem o despedimento costumado,

Que, posto que é de amor usança boa,

A quem se aparta ou fica mais magoa.

 

Passada e testemunhada esta tão intensa experiência, percebemos que hoje, em pleno séc. XXI, é imperativa a presença de Gil Vicente entre nós, jovens estudantes. Precisamos de ouvir quem nos sensibilize e nos desperte para os problemas da sociedade, para que, desde já, possamos intervir junto daqueles que não têm voz, denunciando e criando alternativas construtivas. Só assim nos orgulharemos da nossa existência na terra! Aprendamos, também, com os erros que o homem cometeu no passado, a eterna ideia que nenhuma geração conseguiu, ainda, eliminar. Continuemos a ouvir, nos palcos plenos de aparato e nas aulas, carinhosamente preparadas pelos nossos professores, Gil Vicente e sigamos os seus conselhos!

Sites, livros e jornais onde recorremos à informação referida anteriormente:

    © APRENDER PORTUGUÊS. Gil Vicente. Acedido em: 8, Fevereiro, 2007. Gil Vicente: http://pwp.netcabo.pt/0511134301/vicente.htm

 
   

- COSTA, Fernanda e Olga Magalhães, Com todas as letras 9, Porto Editora;

 

- MATOS, Luís de, Dicionário da História de Portugal, vol.V, Liv. Figueirinhas, Porto, 1984;

 

- SARAIVA, António José, Prefácio a teatro de Gil Vicente, Portugália Ed.;

 

- CAMÕES, Luís de, Os Lusíadas, Ed. Figueirinhas, 1999;

 

- PESSOA, Fernando, Mensagem, Ed. Ática;

 

- www.citi.pt/ gilvicenteonline/índex.html;

 

- CD-ROM: Reis e Rainhas de Portugal, ed. Diário de Notícias.


publicado por Paparazzi às 18:23

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Sábado, 17 de Fevereiro de 2007

Entrevista a Gil Vicente

 

Entrevista a Gil Vicente:

    Considerado um dos maiores dramaturgos, Gil Vicente consta, actualmente, da lista dos 100 melhores portugueses de sempre, por ter sido um homem sensível, que se preocupou, deveras, com a sociedade do seu tempo, apontando sempre o dedo àqueles que cometiam as mais graves calúnias. Fazia-o de uma forma hilariante e ao mesmo tempo verosímil, com uma linguagem que espelhava o papel dos vários grupos sociais.
    Os temas por ele abordados sempre foram considerados contemporâneos e é por essa razão que hoje estamos aqui com ele para fazer o balanço da situação política, social e económica do nosso país, em pleno século XXI.

 

  1. Entrevistadoras: Como sabe, actualmente a questão do aborto tem sido muito debatida. No entanto, aquando das eleições, constatou-se que houve uma taxa de abstenção bastante elevada. Qual é o comentário que faz a essa abstenção?

 

Gil Vicente: Em primeiro lugar, convém frisar aqui que o problema da abstenção não é novidade, as pessoas, cada vez mais, andam desmotivadas, não acreditam naqueles que dizem governar com a verdadeira razão… Todos nós temos a ideia de que os políticos são corruptos, logo, não acreditamos neles. A toda a hora, personalidades ilustres do mundo da justiça, do futebol e também do mundo empresarial se tornam arguidos. Digamos que se gerou em toda a população a descrença total, daí se justifique a abstenção.

 

  1. Entrevistadoras: Como representaria a sociedade portuguesa do século XXI num texto dramático?

 

Gil Vicente: Fá-lo-ia sem dó nem piedade. Aliás, hoje seria mais fácil fazê-lo uma vez que não teria de recorrer a artifícios linguísticos que ocultassem a mensagem dura e cruel. Como sabem, no século XVI a inquisição perseguia quem ousasse desafiar grandes personalidades (os padres das paróquias, os fidalgos prepotentes, os magistrados, etc.), mas actualmente não há esse receio, embora reconheça que o Estado, por vezes, exerça alguma pressão sobre os media, o que é de lamentar. Não esqueçamos aquele caso que ocorreu com Marcelo Rebelo de Sousa aquando da governação de Pedro Santana Lopes. Aquele deixou, por iniciativa própria, de fazer comentários em directo acerca da actualidade, por se sentir pressionado pelo Estado.

 

  1. Entrevistadoras: Se fosse Ministro da Educação que desafios lançava aos jovens?

 

Gil Vicente: Em primeiro lugar, gostaria de referir que os nossos jovens são o reflexo da sociedade onde estão inseridos. A insegurança e falta de responsabilidade são uma constante. Na escola, os professores têm imensa dificuldade em motivá-los e em casa os pais (perdoem-me aqueles que cumprem espantosamente o seu papel) não os educam, julgando que os professores têm essa responsabilidade. E fazem questão de o dizer com todas as letras, bem soletradas por sinal. Bem, estou a fugir à questão... não pude evitar.

     Alguém tem de fazer entender aos jovens a necessidade de serem exigentes com eles próprios, alguém que de forma teatral e cómica, os consiga constranger positivamente, porque eles conseguem, certamente, ser um dia grandes pessoas. Falo humana e cientificamente. Provalvelmente já perceberam que os meus textos, apesar de retratarem uma sociedade distante nos séculos, continuam actuais. Não é querer puxar a brasa à sardinha, mas julgo que era interessante estudá-los profundamente. Aprenderiam muito.

     Deixo aqui outro conselho: sejam observadores e sensíveis às injustiças semeadas pelo país de lés a lés, denunciem-nas de qualquer forma, não sejam indiferentes!

 

  1. Entrevistadoras: Em relação ao teatro, tem havido um esforço muito grande para manter as salas de espectáculo abertas com peças interessantíssimas. Como é sabido, o Estado não apoia muito esta área. Qual é a sua opinião?

 

Gil Vicente: Francamente, eu não me admiro que muitas salas estejam quase vazias. Ainda há muita gente inculta no nosso país, gente que não percebe a importância que tem o teatro. É uma situação que deve ser pensada seriamente. No meu tempo, não pensem que toda a população assistia às minhas peças. Pelo contrário, eu representava-as na corte para um público muito restrito – o rei, a rainha, os príncipes e aqueles que a ornamentavam pindericamente. Enfim, ossos do ofício.

 

  1. Entrevistadoras: Gostaria de fazer uma dupla com Almeida Garrett no palco do teatro D. Maria II?

 

Gil Vicente: Seria espantosamente interessante. Garrett é um homem de cultura, também ele sensível às injustiças e às necessidades do país. Com ele conseguiríamos, certamente, incentivar as pessoas a ir ao teatro. Aliás, como muita gente nos conhece e admira, já reparei que ele também faz parte dos 100 melhores portugueses de sempre, seria meio caminho andado. Um dos aspectos a denunciar em palco seria, por exemplo, o desrespeito para com o património monumental em todo o país, que continua a ser uma constante actualmente. Foi demolida, há algum tempo, uma casa onde Garrett vivera, e isso é imperdoável! O cenário do meu Auto da Barca do Inferno seria ideal para condenar ardente e drasticamente essas almas decadentes que ousam contribuir, sem dó nem piedade, para a decadência do nosso património. Como diria o nosso célebre Cesário Verde, se hoje aqui estivesse connosco:

Se eu não morresse nunca e eternamente buscasse e conseguisse a perfeição das coisas…

 

  1. Entrevistadoras: A perfeição que acabou de referir traduz-se, supostamente, na existência de uma sociedade ideal em todos os aspectos. Houve algum sonho que não conseguisse concretizar?

 

Gil Vicente: Claro que sim. Aliás, não há Homem nenhum que os consiga realizar totalmente. Por exemplo, a célebre Custódia de Belém, por mim realizada, é perfeita e equilibrada. Não tem um defeito que se lhe possa apontar, até porque se trata de um objecto. Quando falamos de pessoas, a situação muda, ou seja, por mais que queiramos alterar os seus defeitos e vícios não conseguimos, é uma batalha inglória, um sonho utópico. Apesar de ser assim, peço a todos os jovens, inclusive vocês, que batalhem constantemente pelo respeito e pela concretização do bem no Mundo.

      Popularmente falando, é costume dizer-se por aí que a galinha vai enchendo o papo comendo um grão de cada vez. Espero, assim, que cada intervenção vossa possa contribuir deveras para a mudança da nossa sociedade, ainda que pensem tratar-se de uma luta insignificante. Não desistam!

 

Entrevistadores: Muito obrigada. Deo Gratias

 

        Sites, livros e jornais onde recorremos à informação referida anteriormente:

    © APRENDER PORTUGUÊS. Gil Vicente. Acedido em: 8, Fevereiro, 2007. Gil Vicente: http://pwp.netcabo.pt/0511134301/vicente.htm

 
    Teatro de Gil Vicente. Acedido em: 8, Fevereiro, 2007. Teatro de Gil Vicente: http://www.citi.pt/gilvicenteonline/index.html

       Rádio e televisão de Portugal. Acedido em: 15, Fevereiro, 2007. http://www.rtp.pt/wportal/sites/tv/grandesportugueses/

          Com Todas as letras 9, Porto Editora;

        Semanário Expresso;

      Diário Público;

      PAIS, Amélia Pinto, História da literatura Portuguesa, Areal Editores;

      Apoio da professora.

 

 

sentimo-nos:

publicado por Paparazzi às 00:17

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Sexta-feira, 9 de Fevereiro de 2007

Gil Vicente

O Livro que nos chamou mais à atenção e nos cativou mais foi o AUTO DA BARCA DO INFERNO de Gil Vicente.  Aqui vos apresentamos uma breve cronologia da obra e vida de Gil Vicente:

Gil Vicente
 (1465 – 1536/1540)

          
   
1465-1470 →De acordo com alguns escritores, Gil Vicente terá nascido em Guimarães entre 1465-1470;

1480-97 →Data provável do primeiro casamento de Gil Vicente;

1502 →Início da actividade como dramaturgo na corte de D. Manuel I, para comemorar o nascimento do futuro Rei D. João III, com o Monólogo do Vaqueiro ou Auto da Visitação;
      →Gil Vicente soube aproveitar a sua situação na Corte (foi protegido pelos reis D. Manuel I e D. João III) para criticar vícios sociais relativos à nobreza e ao clero, em especial;

1503 Auto dos Reis Magos;

1504Auto de São Martinho;

1506 →Termina a Custódia de Belém executada com o primeiro ouro proveniente de Quíloa;

1509 Auto da Índia;

Auto da Sibila Cassandra;

Nomeado por D. Manuel I, como provedor de obras lavradas a ouro e prata para o Convento de Tomar, Hospital de Todos os Santos e Mosteiro de Belém;

1510Auto da Fé;

Écologa dos Reis Magos;

1511Auto dos Quatro Tempos (ou 1516?);

1512O Velho da Horta;

Auto dos Físicos (ou 1516?, 1524?);

Eleito representante dos ourives na Casa dos Vinte e Quatro; Eleito procurador dos mesteres no Município de Lisboa;

1513 →Nomeado mestre da balança na Casa da Moeda de Lisboa;

1514Exortação da Guerra. Esta obra foi representada com a finalidade de conseguir fundos para a expedição de Azamor e de obrigar o clero a ceder um terço dos seus rendimentos para a “Guerra Santa”;

1515Quem tem Farelos;

1517 Auto da Barca do Inferno;

Terá abandonado a actividade de Ourives que desempenhava na Casa da Moeda de Lisboa;

1518Auto da Barca do Purgatório;

       Auto da Barca da Glória;

Auto da Alma;

1519 Auto de Deus Padre (ou em 1520);

Justiça e Misericórdia (ou em 1520);

1520Obra da Geração Humana (ou em 1521);

Nomeado para organizar os autos, representações e folias que marcam a entrada em Portugal da rainha D. Leonor;

1521
Auto da Fama;

Cortes de Júpiter;

Comédia de Rubena;

Auto das Ciganas;

1522Pranto de Maria Parda;

Dom Duardos;

1523Farsa de Inês Pereira;

Auto Pastoril Português;

1524 Comédia do Viúvo;

Frágua do Amor;

Recebe mercês e pensões régias, nomeadamente 12 000 réis e posteriormente mais 20 000;

1526Breve Sumário da História de Deus;

Diálogo dos Judeus sobre a Ressurreição;

1527Auto das Fadas;

        Auto da Festa (ou 1528);

Nau de Amores;

Comédia sobre a Divisa da Cidade de Coimbra;

Farsa dos Almocreves;

Auto Pastoril da Serra da Estrela;

1528Auto da Feira;

Recebe, por ordem de D. João III, um aumento de 12 000 réis.

1529Triunfo do Inverno;

O Clérigo da Beira;

1531Jubileu de Amores;

       Criticou os frades de Santarém por estes terem alarmado a população de que os cristãos-novos eram responsáveis pelo Terramoto de Fevereiro de 1531;

1532Auto da Lusitânia;

1533Romagem de Agravados;

Auto de Amadis de Gaula;

1534Auto de Cananeia;

 Auto de Mofina Mendes ou Mistérios da Virgem;

1536Floresta de Enganos, última produção de Gil Vicente;

1536/1540 →Gil Vicente terá falecido entre 1536/1540;

1562 →A viúva de D. João III protegeu, contra a Inquisição a publicação completa das suas obras, sob o título Compilaçam de Todalas obras de Gil Vicente.

Sites onde recorremos à informação referida anteriormente:

    © APRENDER PORTUGUÊS. Gil Vicente. Acedido em: 8, Fevereiro, 2007. Gil vicente: http://pwp.netcabo.pt/0511134301/vicente.htm

 
    Teatro de Gil Vicente. Acedido em: 8, Fevereiro, 2007. Teatro de Gil Vicente: http://www.citi.pt/gilvicenteonline/index.html

 

sentimo-nos:

publicado por Paparazzi às 22:31

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O Nosso Colégio...

Muito próximo do Santuário de Fátima, encontra-se o Colégio de S. Miguel enraizado numa rugosa encosta, onde o Arcanjo S. Miguel todos os dias acompanha 1195 alunos dos 2º e 3º ciclos e ensino secundário.

 O Colégio de S. Miguel é uma escola confessional católica, criada e dirigida pela Diocese de Leiria, que se propõe colaborar com os pais e com as instituições sociais e eclesiais do meio em que está inserida na educação integral dos seus alunos, com um grande sentido de abertura, de respeito e de compreensão. Toda a sua acção educativa é apoiada em três pilares que constituem o tema do Colégio: AMIZADE – VERDADE – EXIGÊNCIA.

 

in Projecto Educativo, Regulamento Interno,

C.S.M., Abril 1998

 

 

 

sentimo-nos: muito alegres

publicado por Paparazzi às 22:18

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Nós, verdadeiras Paparazzi


Os nossos nomes (da esquerda para a direita): Maria, Helena, Rita Mariana, Daniela e Ana Maria


Paparazzi, o nome eleito por todas nós. Escolhemos este nome por várias razões. A mais importante é o facto da nossa embaixadora,Ana, querer ser jornalista. Paparazzi não é

propriamente um jornalista típico, que se informa por fontes seguras e que apresenta as notícias pedidas com profissionalismo e cautela, ou um jornalista que se limita a informar as pessoas, através da rádio ou televisão, com as notícias que lhe são entregues. Um

Paparazzi é um jornalista que vai atrás da aventura, mergulha o mais fundo que pode no Triângulo das Bermudas, deixa-se levar pelos ventos ferozes e lança-se à descoberta pelos precipícios escarpados e rugosos. É alguém que anseia por novidades, busca-as, e perscruta o mundo até ao impossível, até ao limite e para além deste. Paparazzi é tudo e somente o que nos traduz. Somos fortes, aspiramos à excitação, emoção, aventura e novas experiências. Estamos prontas para o infinito, para a dor e para a alegria.

 Este foi o motivo mais forte para que nos uníssemos e inscrevêssemos no SAPO CHALLENGE! O nosso objectivo é ganhar, sentir o sabor da vitória correr-nos palpitante, pelas

veias dos nossos corpos. Se não merecermos ganhar, perderemos com estilo e sem remorsos, prontos para uma nova viagem.

 

As verdadeiras forças da Natureza juntaram a Helena Rodrigues, a Rita Saraiva, a Ana Carvalho, a Daniela Orfão e  a Maria Araújo, para que delas se formasse uma equipa pronta a remar contra as marés agitadas do Sapo Challenge!

Esta é a professora Cidália Salvado... É a professora que nos orienta nesta grande aventura!

Para que nos possam conhecer melhor e avaliar aquilo que somos, deixamos um vídeo que, depois de muitas tentativas, saiu assim:

sentimo-nos: muito divertidas
música: Imagine - Jonh Lennon

publicado por Paparazzi às 21:41

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Flash das Paparazzi!

Tens dúvidas? Então, procura!!

 

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